
Treinamento para competição envolve mais séries, mais repetições, um aumento geral em volume de treinamento – tanto em termos de o que você faz dentro da academia com pesos como o treinamento aeróbico adicional fora da academia, que ajuda a complementar seu programa geral. Isso tudo é realizado enquanto você está reduzindo seu consumo de alimentos ao mínimo a fim de eliminar o máximo possível de gordura corporal. Consequentemente, é quase impossível obter muitos ganhos em massa e força nesse tipo de programa, que é planejado para o aperfeiçoamento do físico, não para desenvolver tamanho e força fundamentais.
O treinamento para competição, juntamente com dieta rígida, pode muitas vezes resultar na perda de massa ganha com esforço se você não for cuidadoso. É muito provável que muitos campeões de elite tenham na realidade diminuído o ritmo do seu progresso nos últimos anos simplesmente por causa das oportunidades que o aumento popularidade do fisiculturismo deu-lhes. Eles participam de tantas competições, exibições e seminários que despendem a maior parte do seu tempo em, ou próximo à forma de competição. Mas, em condições ideais, o treinamento para competição deve ser um programa concentrado que você use por um período curto a fim de preparar-se para uma competição específica, e não um programa em que permaneça por grandes períodos ou tente realizar com muita frequência. Na época em que os fisiculturistas participavam de apenas poucas competições por ano – que tendiam a ser agrupadas em um certo período do ano – havia tempo de sobra para treinamento fora de estação para adquirir mais massa e desenvolvimento. Então um fisiculturista despendia a maior parte do ano realizando bastante treinamento de potência e comendo somente o necessário, depois engrenava para um modo de treinamento para competição a fim de atingir a qualidade e o aperfeiçoamento necessários para ficar competitivo no palco.
Mas os fisiculturistas amadores e os profissionais de ponta da atualidade tiveram de alterar drasticamente seus métodos de treinamento, escolhendo cuidadosamente suas competições e tentando não ficar muito fora de forma entre os eventos. Eu, naturalmente, sempre acreditei em escolher determinadas competições em vez de participar de tudo que aparecesse, mas muitos fisiculturistas profissionais ficam exaustos participando de um grande prêmio atrás do outro. Essa estratégia tem seu preço, já que permanecer em forma por muito tempo resulta em não ser capaz de ficar em superforma de jeito algum e no seu efeito debilitante geral sobre sua massa muscular e força. Ao contrário dessa abordagem, recomendo competir somente em eventos que sejam realmente importantes para sua carreira individual de competição. É melhor competir apenas uma vez por ano e vencer do que competir com muita frequência e não se sair tão bem. Além disso, com um número tão grande de competições sendo promovidas, decidir onde e quando competir é mais difícil do que costumava ser.
Mas se você é um principiante ou intermediário adiantado em competições de fisiculturismo, provavelmente não enfrentará esse tipo de problema até mais tarde em sua carreira. Por agora, é importante simplesmente perceber o que o treinamento de competição faz e não faz: ele não desenvolve massa, não foi planejado para torná-lo maior ou mais forte e, na realidade, pode às vezes fazer o contrário; mas o que ele realmente faz é salientar a qualidade no desenvolvimento que você criou, eliminar o que não é essencial e revelar o esplendor de diamante de cada faceta da sua musculatura.
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